Esse blog é da Profª Edailze Pelutti. Tambem aquele que gostam de Educar com alegria...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
PLANEJAMENTO ANUAL PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
O planejamento para a Educação de Jovens e Adultos, é um modelo não uma cópia.Por esse motivo peço aos professores que levem em consideração o tipo de aluno que é atendido em sua escola.O modelo que aqui está é uma planejamento que foi feito pela minha escola para atender os alunos dos 3 períodos da EJA ( antigo supletivo ).
Em hipótese nenhuma acredito que este palnejamento será usado na integra.É somente um suporte que estou dando aos professores.Estou deixando esse modelo pela dificuldade que encontrei quando fui para a EJA ( de 1ª a 4ª série antiga ) que procurei livros direcionados a esse público e nada encontrei, tive que elaborar meus próprios materiais.
Quando forem fazer seus planejamento levem em conta sempre a proposta pedagógica de sua escola.Espero que este planejamento ajudem na elaboração dos seus.Beijos a todos.
Professora Ailce Costa
Neste planejamento contei com a colaboração de minhas colegas que
também trabalham na Educação de Jovens e Adultos. Letícia e Mirna
que são ótimas colegas e amigas.
1 - Apresentação
Aqui serão apresentadas as formas como trabalhar com o EJA, levando em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões, raciocínio, seus sentimentos e emoções.
O planejamento será distribuído por área de conhecimento para melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento, não sendo necessário a separação.
LÍNGUA PORTUGUESA
2 - Objetivos Gerais
Ø Criar condições para que o aluno desenvolva sua competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo variado e adequado ao contexto, às diferentes situações sociais, interessando – se em ampliar seus recursos expressivos, seu domínio da língua padrão em suas modalidades oral e escrita.
Ø Fortalecer nos jovens e adultos a importância de saber ouvir o outro, desenvolvendo o respeito mútuo e desenvolver sua capacidade de interação.
3 - Objetivos Específicos
Ø Inserir o jovem e o adulto no contexto da sociedade, valorizando sua cultura e seu conhecimento.
Ø Alfabetizar priorizando o método fonético e incluindo outros métodos (letramento, global, silábico etc.)
Ø Trabalhar a expressão oral desenvolvendo habilidades para emitir opiniões, com clareza.
Ø Desenvolver capacidades mínimas de inserção na sociedade, eliminando discriminações e desenvolvendo capacidades de uso diário como:
Saber fazer uso de seus direitos e também conhecendo os seus deveres
Conhecer e distinguir e saber usar diferentes textos de uso cotidiano.
Trabalhar diversos tipos de textos, diferentes linguagens e diversos tipos de leitura.
Ø LEITURA E ESCRITA
Alfabeto maiúsculo e minúsculo
Emprego adequado de letras
Montagem de palavras, sentenças e textos.
Identificação de idéias básica do texto.
Sílabas, fonemas e grafemos.
Produção de textos.
Interpretação de texto
Comparação e diferenciação de escritas diversas.
Exploração de material escrito: nomes, rótulos, textos, propagandas etc
Identificar poesia,propaganda e textos.
Ø LINGUAGEM ORAL, VERBAL E NÃO – VERBAL.
Relato de histórias ouvidas, casos, poemas e reprodução oral de textos diversos (informativos, publicitários e poéticos)
Relato de filmes, reportagens e causos.
Mímica, dança e atividades lúdica.
Localização e identificação de rimas.
Leitura e análise de texto informativo e poético.
Verbalização de opiniões e comentários.
Ø GRAMÁTICA
Ortografia
Partição Silábica
Tonicidade
Ordem alfabética
Alfabeto móvel
Jogos: caça-palavras, adivinhações com letras e sílabas, ditado de sílabas ou
palavras etc.
Pesquisa de palavras, sílabas e gravuras. (jornais, revistas e rótulos)
Quadras e poesias.
Classes de palavras: substantivos, adjetivos, verbos, advérbios, artigos, numeral, pronomes ,etc.
METODOLOGIA
> Trabalhar o alfabeto móvel, letras de imprensa e manuscrita e acróstico.
O aluno deverá montar nomes que tenham significado para ele (o seu nome, o das pessoas da família, o dos colegas etc.)
O alfabeto móvel deverá estar sempre presente, para conscientização de letra e/ ou interiorização da escrita convencional.
Ø Leitura de diversos tipos de textos
A leitura de rótulos, propaganda, bulas, receita, contas de água e luz marcas de produtos para conscientização das letras.
Textos informativos, expositivos e prescritivos.
Ø Ortografia
Achar palavras dentro de outra
Ilustrar poemas e dramatiza – los.
Ensinar sílabas e palavras através de: adivinha, trava – línguas, rimas etc.
O trabalho com rimas facilitará a relação som-letra.
Ø Leitura silenciosa, em voz alta ou pelo professor.
Ø Debate conversa informal, desenvolvendo assim habilidades de comunicação.
Ø Palavras formadoras do esquema silábico (consoante + vogal)
Ø Distinção entre vogal e consoante.
Ø Identificação de versos e estrofes.
Ø Localização e identificação de rima.
Ø Atividades que envolvam classes de palavras
MATEMÁTICA
4 – Objetivos Gerais
Ø Dominar conceitos e procedimentos da matemática necessários a sua vida pessoal, social e profissional.
Ø Fazer uso da matemática em situações de seu cotidiano, em seu meio e nas suas necessidades.
5 – Objetivos Específicos
Ø Trabalhar a importância da matemática para solucionar problemas que envolvam somar, subtrair, multiplicar e dividir.
Ø Ler e registrar quantias.
Ø Realizar troco em situações reais, usando o processo aditivo, subtrativo e situações problemas; por escrito e oralmente.
Ø Efetuar operações cujos termos são quantias em dinheiro.
Ø Reconhecer o valor social das unidades de medidas padronizadas e utiliza – las adequadamente.
Ø Trabalhar números cardinais, ordinais e romanos; por extenso e algarismos.
Ø Trabalhar dezenas, centenas e unidades.
Ø Utilizar os números pares e ímpares; sabendo distingui – los.
Ø Promover cálculo mental e estimativo.
Ø Familiarizar com formas e propriedades geométricas simples.
Ø Agrupar quantidades conforme as regras do sistema de numeração decimal
Ø Estabelecer relações entre as operações.
Ø Ler, interpretar e escrever as unidades de medidas.
Ø Trabalhar conjuntos.
Ø Promover atividades que envolva o sistema monetário brasileiro.
METODOLOGIA
Ø Escrevendo os números em ordem crescente e decrescente.
Ø Utilização do número (aspecto funcional) em situações do cotidiano
Ø Resolução de problemas que envolvam as quatro operações
Ø Trabalhar com cálculos com o conhecimento que os alunos já possuem, favorecendo a troca de opiniões e sugestões dos alunos.
Ø Incentivar a criação de novos procedimentos pessoais de cálculo.
Ø Usar jogos, revistas, fichas, atividades etc; para a fixação das aprendizagens.
Ø Usar calendário para fixação de numerais, meses e ano.
Ø Usar dobraduras e outras artes para a aprendizagem da geometria.
Ø Utilizar o livro didático com suas atividades
Ø Exercícios no quadro e atividades mimeografadas.
Ø Utilizar fichas com numerais cardinais, ordinais e romanos; em números e
por extenso.
Ø Trabalhar com outras formas de fixação de atividades como: jogos com numerais, tabelas, quadro valor de lugar etc.
HISTÓRIA - GEOGRAFIA
6 – Objetivos Gerais
Ø Identificar as diferenças entre o Urbano e o Rural.
Ø Conhecer e distinguir a história e a geografia do município, do estado e do país.
Ø Construir conceitos de cidadania a partir da realidade local articulando política, cultura, questões social e meio ambiente.
Ø Conhecer a formação do povo brasileiro.
Ø Entender as leis, como: Leis trabalhistas, Constituição Federal, Estatuto do Idoso etc.
7 – Objetivos Específicos
Ø Conhecer a trajetória política brasileira desde a chegada dos portugueses até nossos dias
Ø Identificar os vários momentos pelos quais perpassa a história e a importância desses momentos ontem e hoje.
Ø Conhecer e identificar as características de lugar em que vivem.
Ø Conhecer a formação de um bairro como espaço geográfico e histórico.
Ø Compreender as leis que regem o país.
Ø Refletir e entender os problemas relativos ao trabalho individual e o coletivo.
Ø Preocupar – se com os problemas sociais e procurar melhora – los.
Ø Entender e saber utilizar os meios de comunicação necessários ao conhecimento e busca de informação,
Ø Conhecer e identificar o Brasil e suas regiões.
Ø Ter noções do relevo do Brasil, clima e vegetação.
METODOLOGIA
Ø Usar em sala de aula: mapas, Atlas e globo terrestre.
Ø Trabalhos com informação através de: revistas, jornais, informática e leis.
Ø Usar atividades mimeografadas e o livro didático
Ø Uso da biblioteca para pesquisa.
Ø Uso do quadro e caderno.
Ø Trabalhar com palestras e debates.
CIÊNCIAS
8 - Objetivos Gerais
Ø Conhecer o nosso sistema solar, o nosso planeta, os seres vivos, corpo humano, doenças provocadas por vírus, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis..
Ø Entender e preservar animais ameaçados de extinção, desnutrição, formas de energia, primeiros socorros, poluição no planeta, sistema reprodutor masculino e feminino, sistemas respiratório, circulatório, digestivo, glandular e nervoso.
9 – Objetivos Específicos
Ø Aprender sobre o nosso universo e o nosso planeta, tendo noções do movimento de translação e a força da gravidade.
Ø Compreender a importância da preservação da água do ar e solo, entendendo como forma de sobrevivência humana.
Ø Conhecer os animais vertebrados e invertebrados, partes da planta, a importância das plantas.
Ø Localizar no corpo humano os seus órgãos, o sistema muscular, sistema esquelético, os agentes causadores de doenças.
Ø Ter conhecimento de métodos contra conceptivo como: Tabelinha ou calendário, Temperatura, muco cervical ou esterilização.
Ø Aprender sobre preservativo masculino e feminino, diu, diafragma, espermicidas, pílula, pílula do dia seguinte e coito interrompido.
Ø Saber sobre Aids, formas de transmissão e como evitar.
Ø Conhecer as formas de energia, como cuidar do lixo, material reciclável.
Ø Aprender sobre a cadeia alimentar, animais ameaçados de extinção, seguranças no trabalho, primeiros socorros.
Ø Respeitar o corpo evitando drogas: como o hábito de beber e fumar, as doenças que causam as drogas..
Ø Trabalhar sobre a fecundação, genética, sistema digestivo e sistema nervoso.
METODOLOGIA
Ø Trabalhos em sala de aula com: vídeos, revistas, cartazes, debates, palestras e atividades com profissionais da saúde.
Ø Trabalhos com experimentos e pesquisa..
Ø Uso do caderno, livro didático e atividades mimeografadas.
ARTES
10 – Objetivo Geral
Ø Desenvolver a criatividade e o espírito de colaboração entre os alunos no desenvolvimento das atividades propostas.
11 – Objetivos Específicos
Ø Aprender a utilizar a criatividade no desenho, artesanato e pintura.
Ø Utilizar as datas comemorativas na aplicação com trabalhos artísticos.
Ø Conhecer as habilidades de cada aluno e utilizar essas habilidades.
METODOLOGIA
Ø Trabalhos em sala de aula ou fora dela, dependendo do assunto tratado.
Ø Trabalhos com desenhos,figuras,revistas,tinta,sucata etc.
Ø Utilizar outros meios dependendo das habilidades dos alunos.
AVALIAÇÃO
“Avaliar a aprendizagem implica avaliar também o ensino oferecido”
( PCN –p.94)
A avaliação de modo geral deve servir para duas finalidades básicas: apresentar aos alunos seus avanços, dificuldades no processo ensino-aprendizagem e fornecer subsídios que possibilitem ao professor analisar sua prática em sala de aula. Assim, o professor, além de observar em que medida e com que diversidade os objetivos foram alcançados, pode planejar e decidir se é preciso intervir ou modificar as atividades que vem propondo.
A avaliação, entendida como constitutiva da prática educativa, não pode estar ancorada em momentos específicos ou entendida como documento burocrático do rendimento dos alunos. Por isso, deve ser contínua, diagnóstica e dialógica. Contínua por que deve ocorrer em todo o processo ensino-aprendizagem; diagnóstica porque tem como finalidade, detectar dificuldades que possam gerar ajustes ou mudanças da prática educativa; dialógica, porque não se aplica apenas aos alunos, mas ao ensino que se oferece.
Por esse motivo a avaliação é um processo que envolve toda a escola, de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela comunidade escolar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O AMOR É MUITO BOM.....................
Um Anjo Em Minha Vida...
Todo dia eu agradeço a Deus
por ter você ao meu lado
Por ter o seu amor por inteiro
Por me mostrar o que é amar e ser amado
Todo dia eu agradeço a Deus
por ter você ao meu lado
Por ter o seu amor por inteiro
Por me mostrar o que é amar e ser amado
Deus me deu um Anjo
E após todo este tempo você ainda me surpreende
com seu carinho, sua sinceridade
e acima de tudo com seu conhecimento
Eu posso não saber muito
Mas tudo que sei são verdades
E após todo este tempo você ainda me surpreende
com seu carinho, sua sinceridade
e acima de tudo com seu conhecimento
Eu posso não saber muito
Mas tudo que sei são verdades
Sou tudo que sou porque você me amou
Você me mostrou tudo o que eu tenho de bom.
Eu não tenho como agradecer tudo o que
Você fez por mim
Você me mostrou tudo o que eu tenho de bom.
Eu não tenho como agradecer tudo o que
Você fez por mim
Pois hoje, meu Mundo é um lugar melhor por sua causa
Todo o Amor e toda a felicidade do Mundo
É o que eu desejo a você.
Sou tudo que sou porque você me amou
Amo Você
Autor Desconhecido
Autor Desconhecido
que você me mostrou ou me ensinou a ver
Todo dia eu agradeço a Deus
por ter você ao meu lado
Por ter o seu amor por inteiro
Por me mostrar o que é amar e ser amado
Musica Mesmo erro.
Mesmo Erro
Vi o mundo revirar em meus lençóis
outra vez não consigo dormir
Vou pra rua só pensando em nós
sem saber porque eu vivo assim
pra que ferir um coração
que só me quer<
hello,hello
Não há um lugar que eu não possa
Mas tudo agora é tão confuso
Meu coração está pesado
Sem você eu perdi a razão
Para viver
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Eu mandei meu coração ir à luta,
E ele um voltou pra me contar
Disse que viu meu inimigo
E que parecia comigo
E foi por isso que parti para mim feri
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda minha voz
Não me dê razão só me dê escolha.
Senão eu vou cometer o mesmo erro outra vez.
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
E se um dia eu te encontrar
Quem sabe iremos conversar
Não acredite nas promessas
Porque não há promessas que eu cumpra,
Então não me de escolha
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda minha voz
Não me dê razão só me dê escolha.
Senão eu vou cometer o mesmo erro outra vez.
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Quem sabe iremos conversar
Não acredite nas promessas
Porque não há promessas que eu cumpra,
Então não me de escolhas
Me de razão
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Auuuuuuu,auuuuuuuuu..........
Alfabetização e letramento:
o que é estar alfabetizado
A alfabetização deve ser compreendida como processo que vai muito além da aquisição do código. Estar alfabetizado significa atribuir significado e sentido às funções sociais vinculadas à escrita. Segundo Gordon Wells3 , estar plenamente alfabetizado é ser capaz de compreender diferentes tipos de textos, possuir um repertório de procedimentos e habilidades para relacioná-los em um campo social determinado.
A aquisição do sistema da escrita não promove o desenvolvimento do intelecto mas, sim, a reflexão e o uso da multiplicidade de funções da escrita. Os adultos não alfabetizados, apesar de não dominarem o código escrito, estão imersos em um universo letrado que oferece pistas e possibilidades para um pensamento alfabetizado.
Durante muito tempo, acreditou-se que, primeiro, os educandos deveriam conhecer as letras, saber juntá-las, relacioná-las com a pauta sonora, saber pontuação, regras gramaticais etc. Só depois conseguiriam lidar com a linguagem escrita, ou seja, com a elaboração e compreensão dos textos.
No campo da alfabetização de adultos, essa concepção ainda é muito freqüente. Mesmo os adeptos da análise da realidade, quando no trabalho com a escrita, retrocedem ao ensino hierarquizado (primeiro, letras, depois, sílabas, palavras etc.).
O processo de ensino e aprendizagem da língua visa ao desenvolvimento da competência discursiva (ampliar a capacidade de produzir e interpretar textos orais e escritos), para possibilitar a resolução de problemas do cotidiano, a participação no mundo letrado, contribuindo para o exercício pleno da cidadania. Os textos orais e escritos e seus usos sociais e comunicativos assumem relevância como unidade básica do ensino. O trabalho com a língua escrita na escola deve estar estreitamente vinculado a suas funções comunicativas e sociais, aspectos discursivos e finalidade, sem anular suas características intrínsecas É através do trabalho com a produção e interpretação de textos de uso social (orais e escritos) com a prática de leitura e escrita que a competência textual é desenvolvida nos adultos pouco escolarizados.
Existem formas de discurso e competências apropriadas para diferentes propósitos: para escrever uma carta, uma receita, registrar pensamentos ou regras de jogo, comunicar notícias... O que deve ser ensinado é a possibilidade de uma escrita, leitura e fala autônoma na diversidade de circunstâncias, o que implica em desenvolver formas organizativas e discursivas diferenciadas e realizar atividades distintas com o ler, escrever e falar: re-escrever, parafrasear, citar, revisar, reproduzir, ler para se divertir, ler para buscar informação, ouvir etc.
O que sabem sobre o sistema de escrita
Os adultos não alfabetizados, da nossa sociedade letrada, não desconhecem o sistema da escrita e sua função. Como as crianças, apresentam o critério de quantidade mínima e de variedade interna de letras (um texto, para ser lido e escrito, necessita de certa quantidade mínima de letras (2 ou 3 letras) não repetidas várias vezes).
Ao escrever, resistem a usar suas hipóteses sobre o sistema da escrita, o que ocorre menos com as crianças. Distinguem claramente a grafia dos números da grafia das letras.
Ao escrever, resistem a usar suas hipóteses sobre o sistema da escrita, o que ocorre menos com as crianças. Distinguem claramente a grafia dos números da grafia das letras.
Têm maior compreensão das funções sociais da língua que as crianças, apresentando antecipações significativas e pertinentes para os textos de uso social, o que torna mais fácil chegar ao que diz o texto, pois consideram o contexto para realizar as antecipações.
Suas produções de escrita correspondem às das crianças não alfabetizadas (escritas pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética), mas não recorrem a desenhos para produzir escrita nem criam outras letras que não as usadas convencionalmente.Escrita pré-silábica:
Escrita silábica:
Escrita silábico-alfabética:
Escrita alfabética:
As semelhanças e diferenças de concepções sobre o sistema de escrita são decorrentes das condições de vida adulta. Não são processos lineares mas determinados pelas possibilidades diferenciadas de interação com a língua escrita. Considerar as hipóteses e o conhecimento que os adultos possuem sobre a escrita e como a usam é condição sine qua non para um processo de aprendizagem significativa.
Texto extaído: centrodeestudos@vila.org.br
Bibliografia: 4 Weis Telma. Por trás da Letras. Sào Paulo: Fundação para o desenvolvimento e educação - FDE , 1992
5 PENNAC, Daniel. Como um Romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1995
6 LERNER, Délia. Texto extraído do Doc. "Actualización Curricular (EGB) Primer Ciclo". Délia Lerner e outros autores - Secretaria de Educación/Direción de Curriculum - Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires. 1994.
Fonte: Cantinho do Professor5 PENNAC, Daniel. Como um Romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1995
6 LERNER, Délia. Texto extraído do Doc. "Actualización Curricular (EGB) Primer Ciclo". Délia Lerner e outros autores - Secretaria de Educación/Direción de Curriculum - Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires. 1994.
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