Psicopedagoga Clínica e Institucional pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, UNASP-EC
Graduada em Letras - Inglês/ Português pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, UNASP-EC
8 de março de 2010
Resumo: Esse artigo apresenta como ênfase estudar o comportamento do adolescente depressivo. Mostrará o comportamento do adolescente que não apresenta nenhum problema de ordem cognitiva e no entanto, possue dificuldades de aprendizado. As observações sugeridas mostrarão a perspectiva psicopedagógica, enfocando a tríade família, escola e sociedade e suas influências sobre o mesmo. Identifica patologias, tendencias depressivas e suas causas, resaltando a importância da intervenção psicopedagógica que permite envolver família e escola num processo preventivo e minimização/cura para possíveis dificuldades de aprendizagem.
Palavras-chave: psicopedagogia, escola, família, depressão, adolescência.
Abstract: This article has an emphasis on studying the behavior of adolescent depression. It will show o adolescent behavior who doesn’t present any disfuction of cognitive nature and, however, they have learning difficulties. The comments suggested show the pedagogic perspective, focusing on the triad of family, school and society and their influences on the same. It identifies disorders, depressive tendencies and its causes, stressing the importance the psychopedagogical intervention which allows to involve family and school into a preventive process and minimization/cure to possible learning difficulties within school context with the purpose to improve children learning process.
Key words: psychopedagogy, school, family , depression, adolescence.
Introdução:
Ao analisar o comportamento dos adolescentes, notamos algumas características marcantes nesta faixa etária, como a rebeldia, ciclo de amizades, puberdade e personalidade forte. No relacionamento entre pais x adolescente nota-se a falta de interação entre ambos, o que pode gerar inúmeras patologias, entre elas a conduta depressiva.
Ao verificar a importância dos pais e especialistas em conhecer maiores detalhes sobre a adolescência e seus conflitos, seu elo com o processo de ensino
aprendizagem, abordaremos como o psicopedagogo e os professores podem buscar novas metodologias de ensino e orientar aos profissionais da educação na inclusão do adolescente depressivo no grupo e no processo de aprendizado.
Adolescência
Rebeldia, conflitos pessoais e extravagância são sintomas comuns na juventude (dos14 aos 18 anos, aproximadamente). Conceituada por muitos como a melhor fase da vida, a adolescência é sinônimo de energia e beleza corporal.
O corpo do adolescente acaba recebendo maior evidência por se tratar de sua grande transformação. São visíveis os sinais de amadurecimento progressivo como a vida sexual, formato corporal, psíquico e pessoal.
De Acordo com Schoenfeld, Duchê E Tomkiewics (1984) existem três estágios da transformação no período da adolescência:
Tabela 1- Estágios da adolescência
PRÉ-ADOLESCENCIA: início com os primeiros sinais de amadurecimento sexual e termina com o aparecimento dos pêlos púbicos;
Fonte: MIELNIK, 1984, p. 14.
Por conseqüência dessas transformações os adolescentes apresentam hábitos inconstantes e frenéticos. Esse comportamento pesa sobre o julgamento precipitado a respeito dos jovens, quando na maioria dos casos se trata de um momento passageiro.
Na transição de estágio infantil e adulto, o adolescente enfrenta muitos conflitos e inquietações. Situações importantes e difíceis para os jovens. Qualquer situação constrangedora poderá deixar marcas futuras na conduta do mesmo.
Durante esta fase que a insegurança e os complexos de inferioridade atingem um constante ápice, no meio das maiores pressões sociais já experimentadas. O valor do adolescente como ser humano depende precariamente da aceitação de seu grupo de colegas e amigos, o que pode ser difícil de absorver.
(DOBSON, 1998, p. 27)
O homem como ser sociável depende do semelhante para moldar a sua concepção, e assim é na adolescência quando nos espelhamos em alguém que nos remete consolo e admiração.
As amizades nessa fase são como a segunda família, pois ajudam a definir as escolhas, gostos e demais fatores. Se acaso, não for bem estabelecido esse elo social certamente o indivíduo terá dificuldades em relacionamentos futuros.
Agressões no cotidiano escolar são constantes, e o professor deve ajudar o aluno no que for necessário para intervir no comportamento brutal que existe entre uns com os outros.
O importante é que o jovem se sinta confiante no seu crescimento pessoal para que possa desenvolvê-lo de forma adequada. Ter uma perspectiva motivacionada ajuda no desempenho escolar e social.
O elemento mais fundamental no ensino da moralidade pode ser encontrado por meio de um relacionamento saudável entre pais e filhos durante os primeiros anos de vida das crianças. A esperança óbvia é que o adolescente respeite e aprecie seus pais o bastante para acreditar no que eles dizem e aceitar o que recomendam. (DOBSON, 1998, p.20)
Pais exercem muita influência sobre o adolescente. Uma família ou instituição de ensino que não estimula os filhos para o crescimento, certamente habilitará o adolescente para o comodismo e desmotivação na vida.
Bílis Negra: Gênese da depressão humana
Ainda que não detectada com tanta nitidez como hoje, essa doença já estava presente na humanidade. Na explicação clássica da escola grega, a depressão era nomeada por Hipócrates como a Bílis Negra, que entendia a depressão como um excesso de humor ou bílis negra.
Estudiosos acreditavam que essa mudança comportamental era causada pela influência de Saturno. Esse por sua vez, elevava o índice de secreção da bílis negra, tornando o humor escuro. Tempos depois, Aureliano associou à agressividade, depressão e o suicídio.
Compreender esse contexto de historicidade é interessante, pois o avanço dessa patologia se dá pelas circunstâncias que a humanidade enfrenta. O homem como um ser social é peça que tanto exerce, quanto impõe influência sobre o ambiente que está inserido.
O período modernista, que retrata um modelo onde podemos observar as dimensões que o contexto exerce, o homem é classificado como um ser robótico se destaca como um dos maiores índices de depressão social. Nessa ocasião, as máquinas estavam em processo introdutório no mercado de trabalho e assim traziam benefícios como aceleramento de produtividade, padronização e baixo investimento de lucros.
Tantos benefícios idealizados trouxeram acréscimos de ocupações, pois o mercado de trabalho queria agilidade semelhante a uma operação de máquinas manufatureiras. Um alto índice de depressão econômica avassalou o mundo e o pobre industriário foi o mais afetado.
Transtorno de humor: Depressão
Conhecida a doença do século XXI, essa patologia está muito presente no nosso contexto do que imaginamos. Alarmantemente, a incidência de casos de transtorno de humor é crescente.
Apesar de ser uma doença popular e com grande ênfase, o diagnóstico muitas vezes não é preciso. Numerosas são as buscas de pessoas com esse problema que recebem orientações distorcidas.
De acordo com o Dr. Dráuzio Varella, para se diagnosticar um depressivo deve-se estar atento no tempo em que o jovem está desmotivado. Caso for inferior a duas semanas ele está fora de risco, pois a alteração de humor foi passageira, do contrário deve-se procurar um especialista.
Adolescência depressiva no século XXI
No caso do adolescente é um quadro delicado, pois ele possui acesso a muitas informações inovadoras e não consegue definir realmente o que ele sente. Essa personalidade ainda está formando a sua identidade, e uma ação diagnóstica equivocada pode acarretar em grandes desastres na vida adulta do jovem.
Sua gravidade potencial exige um aperfeiçoamento de diagnóstico e de tratamento. O seu desconhecimento, ainda freqüente, pode estar ligado não só às atitudes do adolescente que não pede diretamente ajuda, mas, muitas vezes, às dos adultos. Enganados por um aspecto freqüentemente pouco evocador os familiares, professores, médicos e outros profissionais de saúde mental são igualmente influenciados pelo mito da juventude feliz (TOOLAN, 1980): A depressão do adolescente evoca e desperta neles os sofrimentos de sua própria adolescência e provoca reações defensivas de recusa.
(CHABROL, 1990, p.8)
O jovem com características depressivas não suporta os mesmos fardos que o homem na fase adulta, mas concomitantemente ele não quer ser tratado como uma criança. Esse estado de meio termo é complexo e por se tratar de um meio que molda o caráter do indivíduo ele é decisivo.
Em pelo menos 20% dos pacientes com depressão instalada na infância ou adolescência, existe risco de surgirem distúrbios bipolares, nos quais fases de depressão se alternam com outras de mania, caracterizadas por euforia, agitação psicomotora, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandeza e comportamentos de risco.
(VARELLA, 2009, s/p) [1]
Os anseios e perturbações do jovem tomam proporções maiores quando ele está desanimado.
Para o jovem sair dessa situação ele precisa de apoio das instituições contribuidoras de moldar caráter, ou seja, família, amigos e escola.
A educação de caráter cíclica deve-se interagir na assistência do adolescente depressivo. Cultivar a auto-estima é o método mais eficaz e certamente fará bem para se explorar melhor os sentimentos de segurança.
Como um grito de socorro, a depressão é algo que sufoca o indivíduo que muitas vezes não possui alternativas/recursos para se libertar de suas angustias. O depressivo sente-se desfalecido em meio a tanta dor e rancor/trauma que ele teve em seu meio.
Infelizmente se pudéssemos escolheríamos o habitat melhor para cada tipo de personalidade e o ideal seria que ninguém tivesse esse lado negro aflorado. Hoje o que podemos fazer em meio a essas turbulências é ter um posicionamento claro e objetivo. O paciente não pode conviver com isso por risco que agravamento de seu estado psicológico, podendo até desencadear novas psicopatias.
Direcionando para o adolescente, muitos não conseguem compreender o que seus pais falam e por final acabam brigando com eles. As sensações e pontos de vistas opostos devido à experiência que vivenciaram geram conflitos enormes quando não abordados de forma adequada.
A tríade família, escola e sociedade juntamente com o psicopedagogo, moldam o caráter do indivíduo e o prepara para viver em um conjunto social. O laço paternal, quando não instituído em sua origem, induz o indivíduo a ficar desprovido da deuteroaprendizagem, termo utilizado psicopedagogicamente que significa a concepção de mundo e de vida que se adquire por meio da convivência com a família.
A teoria de Enrique Pichon-Riviere (1907-1977), psiquiatra e psicanalista que contribuiu com grande relevância para a psicopedagogia, pode se enquadrar no ciclo familiar e de amizades que o adolescente estabelece. Para o autor, o segredo para compreensão e análise de doenças psicossomáticas como o estado depressivo é o vínculo afetivo que está estabelecido no meio em que o ser está envolvido.
Este habitat desenvolvedor de acordo com Riviere (1954) é composto pelos aspectos culturais, sociais e institucionais. Nele o jovem se identifica e estabelece vínculos para aproximação de idéias e satisfação pessoal. O autor explica como se estabelece a realização pessoal com o indivíduo, dividindo a mente humana pelos seguintes estados:
*Imaginário: responsável pelos anseios e esperanças de cada ser;
*Simbólico: relacionado ao que socialmente é cobrado pelo homem;
*Real: onde está a junção do desejo da sociedade e indivíduo.
Todos os seres humanos possuem esses três estados do inconsciente. Quando não estabelecidos de forma harmônica, podem acarretar em distúrbios psicológicos e/ou distúrbios funcionais no corpo humano.
Como o foco deste artigo estabelece maior profundidade no jovem, o conceito de Riviere aborda a necessidade de organização e a auto-exigência que ele mesmo estabelece. Geralmente exemplos comportamentais desse caso são alunos excluídos que se cobram mais nas tarefas acadêmicas para suprir a realização social.
Na sala de aula é comum acontecer casos como citado anteriormente, pois a cada ano o estudante encara novas personalidades, através do vinculo social-afetivo estabelecido na amizade. Além do aspecto psicológico ocorre no corpo juvenil a transformação do corpo infantil no de adulto.
Nessa fase pode-se citar Henri Wallon, psicólogo que acredita que a cognição é importante, mas não mais que afetividade. O pensador afirma a importância das influências do meio ao defender a idéia que o homem é a soma de fatores sociais e fisiológicos. Para ele não há como separar a essência psicológica da estrutura corporal, pois o indivíduo conhece e adquire novos conceitos cognitivos através de desenvolvimentos de habilidades espaciais e motoras.
Depressão e a psicopedagogia
A intervenção psicopedagógica pode se dar no processo de orientação ao professor e à família sobre a real necessidade de ambos estarem juntos neste processo de educação, pois partilham de responsabilidades educativas em comum, pode o psicopedagogo envolvê-los e aproximá-los. Na prática institucional, assessorando certas reuniões que são solicitadas pelo professor, por sentirem “necessidade” de ver os pais para partilhar com eles situações que estão gerando uma problemática na vida acadêmica da criança. E acalmando pais que pensam com ou sem razão que serão responsabilizados pelas dificuldades ou má conduta do filho, e assim programam atividades que possam impedir e não ir à reunião solicitada pelo professor.
Perrenoud (2005, p.118) faz o seguinte alerta em relação a essa situação:
Sem dúvida, é difícil crer que os pais não sejam de modo algum responsáveis, direta ou indiretamente, pelas dificuldades de seus filhos e, mais ainda, pela sua conduta. É necessária uma grande sabedoria para se dar conta de que essa ficção é fecunda, que libera os pais de se justificarem ou de se desculparem e, portanto, os constitui como verdadeiros parceiros no jogo cooperativo. Em suma a competência consiste amplamente, neste caso, em não abusar de uma posição dominante, em controlar a tentação de culpar e julgar os pais. O trabalho sobre si próprio e sua relação com outrem é, nesse caso, mais útil do que a habilidade de conduzir uma entrevista.
Na prática psicopedagógica, não basta o domínio teórico por parte do profissional, requer a capacidade de juntar e processar saberes, na medida de cada caso, para dar conta de cada um. Somando a isto, a saúde emocional do psicopedagogo, a capacidade de transitar entre as complexas relações familiares, pois algumas famílias se encontram em processo de reorganização, e identificar as possíveis saídas.
A não aprendizagem na escola é uma das causas da depressão, mas a questão é em si bem mais ampla. Ao partir de uma visão mais abrangente pode-se chegar de um modo mais objetivo, mais contextualizado, a uma resposta para a queixa escolar.
De acordo com Weiss (2008, p.23):
Na prática diagnóstica é necessário levar em consideração alguns aspectos ligados às três perspectivas de abordagem do fracasso escolar. A interligação desses aspectos ajudará a construir uma visão gestáltica da pluricausalidade desse fenômeno, possibilitando uma abordagem global do sujeito em suas múltiplas facetas.
As perspectivas apresentadas por Weiss (2008) que serão levadas em consideração na prática diagnóstica são classificadas de acordo com os seguintes aspectos: orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos.
Daremos um enfoque maior ao aspecto emocional. Weiss (2008, p.25) cita que:
Aspectos emocionais estariam ligados ao desenvolvimento afetivo e sua relação com a construção do conhecimento e a expressão deste através da produção escolar. Remete aos aspectos inconscientes envolvidos no ato de aprender. O não aprender pode, por exemplo, expressar uma dificuldade na relação da criança com a sua família; será o sintoma de que algo vai mal nessa dinâmica. Na prática, pode exprimir-se por uma rejeição ao conhecimento escolar, em trocas, omissões e distorções na leitura ou na escrita, não conseguir calcular em geral, não conseguir fazer uma divisão, etc.
Esse aspecto explica a razão pela qual as emoções podem ter tanto impacto sobre as demais. Explica também o fato de que o sistema emocional tem o poder de monopolizar os recursos do cérebro e que é mais fácil para uma emoção controlar a razão do que as emoções serem controladas pela razão.
Na psicopedagogia clínica é realizada a anamnese, que já é em si, uma intervenção na dinâmica familiar em relação à “aprendizagem de vida”. No mínimo se processa uma reflexão dos pais, um mergulho no passado, buscando o início da vida do paciente, o que inclui espontaneamente uma volta á própria vida da família como um todo.
Vygotsky (1989) confirma que a aprendizagem começa muito antes da aprendizagem escolar e que esta nunca parte do zero, toda aprendizagem tem uma pré-história.
Aprender é, inequivocamente, a tarefa mais relevante da escola. Muitos jovens aprendem sem dificuldades, porém outros, apesar de seu potencial de aprendizagem normal, não aprendem por meio de uma instrução convencional. Nestes casos o psicopedagogo deverá intervir, buscando remover as causas profundas que levaram ao quadro do não aprender, que pode estar relacionado à depressão.
Metodologia
A pesquisa foi realizada numa perspectiva qualitativa, partindo de pesquisas bibliográficas. Por meio de leitura de referenciais, foi possível perceber a preocupação com o desempenho acadêmico no contexto escolar. Assim, de maneira prática identificamos o que pode gerar depressão no adolescente e sua relação com a aprendizagem.
As pesquisas bibliográficas, que foram cuidadosamente selecionadas deram o embasamento teórico para essa temática que aborda a depressão na adolescência e sua relação com a aprendizagem, tema muito presente nos dias de hoje.
Considerações Finais
Verificou-se neste trabalho a importância do olhar psicopedagógico para a solução de conflitos escolares, otimização e demais vantagens e desvantagens apontadas ao adolescente depressivo.
A utilização do conhecimento adquirido no curso de psicopedagogia vem crescendo, e futuramente, sua prática tenderá a aumentar ainda mais, com a especialização, capacitação em cursos e seminários.
Referências
BÍBLIA. Português. A Bíblia Sagrada: tradução na linguagem de hoje. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1988.
DOBSON, J. Convivendo melhor com seu filho adolescente. 2ª edição, Campinas- SP: United Press LTDA, 1998.
MIELNIK, I. Os adolescentes: conceito, dinâmica e orientação do adolescente. São Paulo-SP: IBRASA, 1984.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
BOSSA, N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 3ª Edição. Porto Alegre: Artmed, 2007.
Revista Educar. Curitiba, n. 16, Ed. UFPR, pp. 181-191, 2000.
Revista Ensino Superior
. Ano 8, nº 91, Abril, São Paulo- SP: Editora Segmento, 2006.
WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 13ª edição. Rio de Janeiro: Lamparina, 2008.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying. Acesso em 05/04/09.
http://alunos.di.ubi.pt/~a14676/psicologia/motivacao.pdf. Acesso em 06/10/09.
http://www.educaremrevista.ufpr.br/arquivos_15/camara_cruz.pdf. Acesso 06/10/09.
www.drauziovarella.com.br/artigos/depressao.asp. Acesso em 06/10/09
www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao. Acesso em 06/10/09
www.infoescola.com/psicologia/auto-estima. Acesso em 06/10/09
--------------------------------------------------------------------------------
[1] Disponível em www.drauziovarella.com.br/artigos/depressao.asp. Acesso em: 06 out. 2009.
[2 ] Disponível em http://www.abpp.com.br/artigos/107.htm Acesso em: 23 out. 2011.
ADOLESCENCIA PROPRIAMENTE DITA: termina com o aparecimento dos pêlos completamente desenvolvidos;
PÓS-ADOLESCENCIA: Caracterizada pela parada gradual do crescimento, amadurecimento dos caracteres sexuais primários (órgãos genitais e anexos), secundários (voz, pêlos, forma do corpo, etc.) e a fertilidade.
Esse blog é da Profª Edailze Pelutti. Tambem aquele que gostam de Educar com alegria...
domingo, 23 de outubro de 2011
ENTENDENDO O QUE É SER CRIANÇA
A concepção de criança é construída cultural sócio e historicamente.
Charlot (1986) ao estudar a infância tendo como base uma perspectiva social nos mostra que “a imagem de criança assume, nos sistemas filosóficos e pedagógicos, as dissimulações do aspecto social dessas contradições.” Para o autor a representação da criança é socialmente determinada, uma vez que exprime as aspirações da sociedade e dos adultos que nela vivem.
Nesse contexto, infelizmente a infância deixa de ser vista pela perspectiva natural (do ponto de vista biológico).
De qualquer maneira, o interessante seria olharmos para a criança como um todo: com habilidades, limitações, potencialidades.
Com tantas definições e concepções para o ser criança, cabe ao educador ou ‘ cuidador’ legitimá-la enquanto um ser em crescimento , capaz de agir, interagir, descobrir e transformar o mundo.
Nesse contexto, as atividades das crianças, suas relações com o mundo e as mediações desse educador são as premissas para o desenvolvimento das capacidades humanas.
Para Vygotsky (1998), as transformações no mundo psíquico da criança ocorrem sempre numa relação de reciprocidade. O todo que compreende o psiquismo da criança se modifica num movimento dialético. Deste modo, a criança não só é transformada pelas relações com seu entorno, mas ao interagir com ele, também o transforma.
Durante esse meu fazer e ser educadora frente aos desafios diários que são inerentes a ser humano eu fui modificando minha concepção sobre criança.
Sempre vivenciei e aprendi no meu processo de crescimento que a criança é boa, carinhosa, delicada, passiva e deve ser obediente.
Com essa trajetória um tanto empobrecida sobre o ser criança, fui me constituindo adulta e na vida passei adotar essa essência fragmentada sobre esse ser também na docência.
Tive muitos momentos onde acreditava que meu papel era ensinar somente, transmitindo informações. Via na criança, apenas um receptáculo vazio e pronto a ser preenchido por informações.
Do mesmo modo, pouco as ouvia e suas experiências de vida raramente eram comentadas na sala, pois não tínhamos tempo a perder.
Meu lema era ensinar, ensinar, ensinar. Cabia as crianças aprender. O modo pelo qual aprendiam (na verdade hoje sei que aprendizado não havia, apenas reproduziam informações e cumpriam tarefas) era irrelevante.
Traçando um paralelo da minha prática docente, com minha maternidade e refazendo tal percurso, percebo que hoje, acredito essencialmente no potencial da criança enquanto indivíduo capaz.
A visão de criança que o educador possui fará a diferença na sua vida e formação.
Na década de 90, comecei a ouvir que a criança era capaz; produzia saberes; poderia trocar experiências e assim dar um novo tom para o processo educativo.
Esse caminhar também refletia diretamente em casa, na educação informal.
Aprendi que a criança precisava ser ouvida para participar mais e melhor da sua construção de conhecimentos.
Nós educadores, passamos a ter o papel de mediadores nesse processo; passamos a propor atividades em grupo onde juntos, produziam mais e melhor.
Crianças trabalhando em grupo não deixava de ser preocupante: um quase sinônimo de bagunça.Como trabalhar assim?
Novamente perdi a minha identidade enquanto educadora. Muitas vezes na sala de aula, eu me sentia a deriva. A impressão é que as crianças iriam detonar tudo e todos e a indisciplina parecia ser algo resultante desse novo processo.
Deixei medos e ansiedade de lado e resolvi apostar nesse novo olhar para a criança capaz. Nesse contexto, percebi que dar vez e voz as crianças eram atividades bastante interessantes e bem menos estressantes do que eu imaginava anteriormente.
Eduquei o meu olhar e o meu ouvido.
Comecei a enxergar a criança como um ser produtor de cultura: fazeres e saberes.
Assim, ouvi mais. Registrei comentários, falas, dúvidas. Também me auto avaliava sempre por meio desses registros.
Aos poucos, fui me humanizando. Legitimei as crianças e fui legitimada por elas.
Estabelecemos combinados comuns que iriam reger o grupo durante um determinado período e o mais interessante é que as próprias crianças cobravam as posturas dos seus colegas.
A indisciplina não emergiu como eu temia. Como diz François Dubet (1997), “[...] a disciplina é conquistada todos os dias; é preciso sempre lembrar as regras do jogo, cada vez é preciso reinteressá-los; cada vez é preciso ameaçar; cada vez é preciso recompensar”.
No seu lugar novas posturas foram sendo desenvolvidas. Sabemos que nem tudo é magnífico. Tenho crianças difíceis de lidar, mas não as encaro como um problema, e sim como um desafio.
Hoje, busco estabelecer parcerias com as famílias, pois elas precisam reafirmar e exercer a responsabilidade sobre seus filhos. Precisamos ter as
mesmas ações no processo educativo nos apropriando de valores para a vida.
É preciso deixar claro que as relações estabelecidas em casa ou na escola devem ser qualificadas: não é o tempo que as tornará marcante, mas a qualidade de como esse processo é feito.
Autora: Mônica Abud P C Luz
Vygotsky, psicólogo russo ressalta o papel da escola no desenvolvimento mental das crianças. Sua teoria é uma das mais estudadas pela pedagogia contemporânea.
Bernard Charlot, educador francês defende uma escola que valorize o aluno, suas origens e sua auto-estima para melhorar a relação do jovem com o saber.
François Dubet (1997), destacado sociólogo francês, ressalta que “a disciplina é conquistada todos os dias”, dentro de um contexto com regras e combinados, como num jogo.
retirado do site http://www.abpp.com.br/artigos.htm
Charlot (1986) ao estudar a infância tendo como base uma perspectiva social nos mostra que “a imagem de criança assume, nos sistemas filosóficos e pedagógicos, as dissimulações do aspecto social dessas contradições.” Para o autor a representação da criança é socialmente determinada, uma vez que exprime as aspirações da sociedade e dos adultos que nela vivem.
Nesse contexto, infelizmente a infância deixa de ser vista pela perspectiva natural (do ponto de vista biológico).
De qualquer maneira, o interessante seria olharmos para a criança como um todo: com habilidades, limitações, potencialidades.
Com tantas definições e concepções para o ser criança, cabe ao educador ou ‘ cuidador’ legitimá-la enquanto um ser em crescimento , capaz de agir, interagir, descobrir e transformar o mundo.
Nesse contexto, as atividades das crianças, suas relações com o mundo e as mediações desse educador são as premissas para o desenvolvimento das capacidades humanas.
Para Vygotsky (1998), as transformações no mundo psíquico da criança ocorrem sempre numa relação de reciprocidade. O todo que compreende o psiquismo da criança se modifica num movimento dialético. Deste modo, a criança não só é transformada pelas relações com seu entorno, mas ao interagir com ele, também o transforma.
Durante esse meu fazer e ser educadora frente aos desafios diários que são inerentes a ser humano eu fui modificando minha concepção sobre criança.
Sempre vivenciei e aprendi no meu processo de crescimento que a criança é boa, carinhosa, delicada, passiva e deve ser obediente.
Com essa trajetória um tanto empobrecida sobre o ser criança, fui me constituindo adulta e na vida passei adotar essa essência fragmentada sobre esse ser também na docência.
Tive muitos momentos onde acreditava que meu papel era ensinar somente, transmitindo informações. Via na criança, apenas um receptáculo vazio e pronto a ser preenchido por informações.
Do mesmo modo, pouco as ouvia e suas experiências de vida raramente eram comentadas na sala, pois não tínhamos tempo a perder.
Meu lema era ensinar, ensinar, ensinar. Cabia as crianças aprender. O modo pelo qual aprendiam (na verdade hoje sei que aprendizado não havia, apenas reproduziam informações e cumpriam tarefas) era irrelevante.
Traçando um paralelo da minha prática docente, com minha maternidade e refazendo tal percurso, percebo que hoje, acredito essencialmente no potencial da criança enquanto indivíduo capaz.
A visão de criança que o educador possui fará a diferença na sua vida e formação.
Na década de 90, comecei a ouvir que a criança era capaz; produzia saberes; poderia trocar experiências e assim dar um novo tom para o processo educativo.
Esse caminhar também refletia diretamente em casa, na educação informal.
Aprendi que a criança precisava ser ouvida para participar mais e melhor da sua construção de conhecimentos.
Nós educadores, passamos a ter o papel de mediadores nesse processo; passamos a propor atividades em grupo onde juntos, produziam mais e melhor.
Crianças trabalhando em grupo não deixava de ser preocupante: um quase sinônimo de bagunça.Como trabalhar assim?
Novamente perdi a minha identidade enquanto educadora. Muitas vezes na sala de aula, eu me sentia a deriva. A impressão é que as crianças iriam detonar tudo e todos e a indisciplina parecia ser algo resultante desse novo processo.
Deixei medos e ansiedade de lado e resolvi apostar nesse novo olhar para a criança capaz. Nesse contexto, percebi que dar vez e voz as crianças eram atividades bastante interessantes e bem menos estressantes do que eu imaginava anteriormente.
Eduquei o meu olhar e o meu ouvido.
Comecei a enxergar a criança como um ser produtor de cultura: fazeres e saberes.
Assim, ouvi mais. Registrei comentários, falas, dúvidas. Também me auto avaliava sempre por meio desses registros.
Aos poucos, fui me humanizando. Legitimei as crianças e fui legitimada por elas.
Estabelecemos combinados comuns que iriam reger o grupo durante um determinado período e o mais interessante é que as próprias crianças cobravam as posturas dos seus colegas.
A indisciplina não emergiu como eu temia. Como diz François Dubet (1997), “[...] a disciplina é conquistada todos os dias; é preciso sempre lembrar as regras do jogo, cada vez é preciso reinteressá-los; cada vez é preciso ameaçar; cada vez é preciso recompensar”.
No seu lugar novas posturas foram sendo desenvolvidas. Sabemos que nem tudo é magnífico. Tenho crianças difíceis de lidar, mas não as encaro como um problema, e sim como um desafio.
Hoje, busco estabelecer parcerias com as famílias, pois elas precisam reafirmar e exercer a responsabilidade sobre seus filhos. Precisamos ter as
mesmas ações no processo educativo nos apropriando de valores para a vida.
É preciso deixar claro que as relações estabelecidas em casa ou na escola devem ser qualificadas: não é o tempo que as tornará marcante, mas a qualidade de como esse processo é feito.
Autora: Mônica Abud P C Luz
Vygotsky, psicólogo russo ressalta o papel da escola no desenvolvimento mental das crianças. Sua teoria é uma das mais estudadas pela pedagogia contemporânea.
Bernard Charlot, educador francês defende uma escola que valorize o aluno, suas origens e sua auto-estima para melhorar a relação do jovem com o saber.
François Dubet (1997), destacado sociólogo francês, ressalta que “a disciplina é conquistada todos os dias”, dentro de um contexto com regras e combinados, como num jogo.
retirado do site http://www.abpp.com.br/artigos.htm
sábado, 22 de outubro de 2011
A ESPERA DE WEMILLY SOPHIA
SER MÃE
A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.
Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.
O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.
Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?
É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.
Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.
Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.
É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.
Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?
E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.
Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.
É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.
É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.
Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.
Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.
Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.
Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais º não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.
É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.
É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.
Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.
Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.
É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.
A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.
E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.
Como educar os filhos e dar limites
A maioria dos pais acaba errando na educação dos filhos. Isso porque ficam com dó e não colocam limites. Não é necessário bater, pois a criança nunca aprende dessa forma, ela vai ficar apenas com um pouco de raiva e medo.
Os pais influenciam nos gostos e tendências das crianças desde quando elas nascem. Eles se preocupam com o futuro dos filhos e querem que eles aprendam a lidar com os seus próprios problemas. Entretanto, os pais precisam ter em mente que os meninos e meninas viverão numa sociedade da de hoje. Portanto, eles devem buscar o desenvolvimento dos filhos de forma correta e equilibrada.
No processo de educação da criança uma das tarefas mais complicadas é ensiná-la seus limites. Esta missão exige bastante paciência e, principalmente, bom senso por parte dos responsáveis. Ela deve ser instruída desde cedo a respeitar a decisão dos pais e sobre o que é certo ou errado. Caso receba as instruções corretas e da forma correta a chance de êxito é muito maior.
Conhecendo seus limites, o garoto tem um bom comportamento diante de seus colegas e de pessoas mais velhas. Isso acaba refletindo, até mesmo, no orçamento da família, que não precisa gastar dinheiro para satisfazer os mimos dos filhos. Entretanto, é necessário ensiná-los a distinguir o que queremos do que precisamos, e desde cedo eles devem aprender a importância de não desperdiçar dinheiro.
Outra dica interessante é incentivar a criança a participar das despesas domesticas, dando dicas sobre modos de reduzir os gastos. Tudo isso contribui para uma formação sólida dos filhos, onde no futuro eles saberão lidar com o não e verão que muita coisa não acontece como a gente quer. Mas, sempre que eles cometerem algo de errado, você deve puni-los e mostrar-lho o motivo pelo qual os castigou.
Com o tempo você pode dar um pouco mais liberdade, porém dentro dos limites. Dar a liberdade de a criança escolher, mas na hora da decisão, são os pais que devem agir corretamente. O dialogo é a maior dica dos especialistas, fazer com que a criança compreenda a situação, por mais embaraçosa que seja.
EDUCAR PARA O FUTURO
Os pais sempre estão influindo nos gostos, aficções e tendências dos filhos desde o momento em que nascem. Isso é correto sempre que busquem seu bem.
A preocupação dos pais está no futuro dos filhos e desde pequenos pensamos em como ajudar-lhes, mas eles viverão em uma sociedade diferente à de hoje e devemos preparar-lhes para que saibam desenvolver-se, o melhor possível, em sua sociedade.
Hoje continua sendo importante “saber” mas passa a primeiro plano “a pessoa”, o comportamento íntegro, os valores da vida. Assim, a educação da vontade passa a ser importante na formação dos filhos.
Tanto o pai como a mãe são responsáveis pela família e a educação para o futuro deve ocupar lugar prioritário na distribuição de seu tempo.
Há cem anos as idéias que passavam pela frente dos filhos estavam mais controladas: na família, na escola, com os amigos. Hoje, as idéias que podem chegar tem outros meios para fazê-lo: a televisão, os filmes, os anúncios.
-> Educar com o exemplo diário é educar no presente.
-> Corrigir os filhos quando fazem algo mau é educar no passado.
Ambas maneiras de educar, até o momento, eram suficientes. Hoje em dia a influência externa é mais forte. Os pais estão mais tempo fora de casa, controlam menos essas influências. O tempo que estão com os filhos deve ser um tempo melhor usado, devem procurar chegar antes, prever, adiantar-se: educar no futuro.
EDUCAR NO FUTURO EXIGE PREPARAÇÃO.
PRECISA-SE SABER O QUE CONVÉM FAZER EM CADA IDADE
E EM CADA MOMENTO.
COMO CHEGAR ANTES ?
Qualquer pai pode fazer uma lista interminável de “idéias” que quer semear no filho para chegar antes. Outras vezes é necessário recorrer a livros que tratem estes temas com detalhe (como é uma criança em certa idade, seu caráter, problemas próprios e como são resolvidos. Não devemos esquecer que na educação não há regras fixas e que cada caso e cada filho é diferente. Cabe aos pais escolherem o que, como e quando em cada situação particular.
COMO SE APRENDE ?
A formação da pessoa se realiza em três aspectos: o corpo, a inteligência e a vontade. Cada um deles se desenvolve através de processos diferentes, todos eles conectados e formando um único ser indivisível, que é a pessoa.
No desenvolvimento da pessoa intervém por um lado a transmissão genética e por outro o ambiente exterior. A pessoa está limitada pelas circunstâncias que a rodeiam, que são alheias a ela principalmente nos primeiros anos de sua vida: raça, país, nível social, família, número de irmãos, ambiente, etc. Todas influem diretamente no que chegaremos a ser, e não foram escolhidas por nós.
O primeiro passo necessário para aprender algo é que exista um estímulo exterior no qual se possa basear a aprendizagem. Por ex.: o exemplo de um pai ordenado; um professor de inglês; aulas de música, etc.
Se não existe o estímulo exterior não será possível, mesmo que a capacidade genética seja alta ou a criança queira aprender algo, não será possível.
AS APTIDÕES
As aptidões das pessoas se modificam com a própria aprendizagem. Por exemplo: quanto mais pratico um esporte, melhoro minhas aptidões nesse esporte.
Ao nascer existem aptidões genéticas em processo de desenvolvimento; esta disposição ao desenvolvimento depende diretamente dos períodos sensitivos e dos instintos guia.
Se os pais produzem um estímulo coincidindo com o período sensitivo correspondente, estão potenciando a velocidade e a capacidade de aprendizagem nesse estímulo. Crescerão então aptidões e será mais fácil seu aperfeiçoamento posterior.
Se proporcionamos o estímulo fora do período sensitivo, para conseguir a mesma aprendizagem será necessário um estímulo mais forte e uma força de vontade maior, e é provável que nunca se chegue a ótimos resultados.
Se os pais produzem um estímulo coincidindo com o período sensitivo correspondente, estão potenciando a velocidade e a capacidade de aprendizagem nesse estímulo. Crescerão então aptidões e será mais fácil seu aperfeiçoamento posterior.
Se proporcionamos o estímulo fora do período sensitivo, para conseguir a mesma aprendizagem será necessário um estímulo mais forte e uma força de vontade maior, e é provável que nunca se chegue a ótimos resultados.
A VONTADE
Por melhores que sejam os estímulos e excelentes nossas aptidões, se não queremos aprender algo, não aprenderemos.
A comunicação entre pessoas em um clima de amor, confiança e alegria, favorece um maior desejo de querer fazer algo, e isto é válido independentemente da idade das pessoas.
Não devemos esquecer que na educação não existem regras fixas, cada caso é único. E as motivações humanas podem ser: extrínsecas, intrínsecas e transcendentes; sendo as virtudes o apoio natural da vontade no campo das motivações transcendentes.
COMO EDUCAR A VONTADE
A vontade é própria da pessoa, que tem a faculdade de tomar decisões, de comprometer-se, de responsabilizar-se. A decisão se apóia na inteligência e, quando busca o bem, torna a pessoa mais livre e responsável
A pessoa é livre e decide o que quer no campo ao qual conhece e através desses conhecimentos, os pais ajudam a educar a vontade de seus filhos.
Assim, os primeiros estímulos oferecidos serão o exemplo de suas vidas e a seguir a transmissão dos conhecimentos necessários para ajudar seus filhos a serem livres e responsáveis em seu pleno sentido moral.
Os hábitos sendo a base das virtudes podem começar a serem vividos desde o nascimento. As crianças aprendem com o exemplo e a repetição de atos.
Outro aspecto importante a ser comentado é o diálogo com os filhos. A boa comunicação na família é fundamental para educar, necessita ser aprendida e praticada.
COMUNICAR BEM É UMA ARTE
Uma boa comunicação familiar permite que os pais conheçam melhor seus filhos dando-lhes condições para ajudá-los. Devem fazê-los refletir numa conversa aberta, perguntando e explicando-lhes as causas e problemas, fazendo com que eles mesmos procurem as próprias soluções e tomem decisões para que cresçam e ganhem responsabilidade.
É importante no processo educativo que os pais aceitem seus filhos e estes se sintam aceitos pelos seus pais. Isto supõe que: sintam-se queridos; tenham confiança; não tenham medo; facilidade para abrir-se; e mais união familiar.
Uma atitude negativa é chamar nossos filhos de maus, mentirosos, vagabundos, etc., deste modo estamos ajudando-lhes a reforçarem em suas condutas algo negativo. Devemos aproveitar as coisas positivas em nossos filhos, também comentar com outras pessoas, quando eles estiverem ouvindo, o orgulho que temos por eles quando fazem algo bem feito, etc...
Uma das missões mais importantes dos pais é a transmissão dos valores éticos e morais a seus filhos; primeiro pelo exemplo, e a seguir pela explicação clara e concreta do que está bem e mal, para que deste modo possamos ajudar-lhes a formar uma reta consciência. Terão assim mais possibilidades de saber o que é bom e atuar de modo correspondente.
FAZER O BEM E EVITAR O MAL
Se não forem os pais que transmitem valores aos filhos, outros o farão.
“Todos os pais desejam ser bons pais.
A preocupação dos pais está no futuro dos filhos e desde pequenos pensamos em como ajudar-lhes, mas eles viverão em uma sociedade diferente à de hoje e devemos preparar-lhes para que saibam desenvolver-se, o melhor possível, em sua sociedade.
Não podemos falar de caminhos seguros, mas de tendências mais prováveis que nos servirão para tirar algumas conclusões positivas.
Hoje continua sendo importante “saber” mas passa a primeiro plano “a pessoa”, o comportamento íntegro, os valores da vida. Assim, a educação da vontade passa a ser importante na formação dos filhos.
Tanto o pai como a mãe são responsáveis pela família e a educação para o futuro deve ocupar lugar prioritário na distribuição de seu tempo.
Há cem anos as idéias que passavam pela frente dos filhos estavam mais controladas: na família, na escola, com os amigos. Hoje, as idéias que podem chegar tem outros meios para fazê-lo: a televisão, os filmes, os anúncios.
-> Educar com o exemplo diário é educar no presente.
-> Corrigir os filhos quando fazem algo mau é educar no passado.
Ambas maneiras de educar, até o momento, eram suficientes. Hoje em dia a influência externa é mais forte. Os pais estão mais tempo fora de casa, controlam menos essas influências. O tempo que estão com os filhos deve ser um tempo melhor usado, devem procurar chegar antes, prever, adiantar-se: educar no futuro.
EDUCAR NO FUTURO EXIGE PREPARAÇÃO.
PRECISA-SE SABER O QUE CONVÉM FAZER EM CADA IDADE
E EM CADA MOMENTO.
COMO CHEGAR ANTES ?
Qualquer pai pode fazer uma lista interminável de “idéias” que quer semear no filho para chegar antes. Outras vezes é necessário recorrer a livros que tratem estes temas com detalhe (como é uma criança em certa idade, seu caráter, problemas próprios e como são resolvidos. Não devemos esquecer que na educação não há regras fixas e que cada caso e cada filho é diferente. Cabe aos pais escolherem o que, como e quando em cada situação particular.
COMO SE APRENDE ?
A formação da pessoa se realiza em três aspectos: o corpo, a inteligência e a vontade. Cada um deles se desenvolve através de processos diferentes, todos eles conectados e formando um único ser indivisível, que é a pessoa.
No desenvolvimento da pessoa intervém por um lado a transmissão genética e por outro o ambiente exterior. A pessoa está limitada pelas circunstâncias que a rodeiam, que são alheias a ela principalmente nos primeiros anos de sua vida: raça, país, nível social, família, número de irmãos, ambiente, etc. Todas influem diretamente no que chegaremos a ser, e não foram escolhidas por nós.
O primeiro passo necessário para aprender algo é que exista um estímulo exterior no qual se possa basear a aprendizagem. Por ex.: o exemplo de um pai ordenado; um professor de inglês; aulas de música, etc.
Se não existe o estímulo exterior não será possível, mesmo que a capacidade genética seja alta ou a criança queira aprender algo, não será possível.
AS APTIDÕES
As aptidões das pessoas se modificam com a própria aprendizagem. Por exemplo: quanto mais pratico um esporte, melhoro minhas aptidões nesse esporte.
Ao nascer existem aptidões genéticas em processo de desenvolvimento; esta disposição ao desenvolvimento depende diretamente dos períodos sensitivos e dos instintos guia.
Se os pais produzem um estímulo coincidindo com o período sensitivo correspondente, estão potenciando a velocidade e a capacidade de aprendizagem nesse estímulo. Crescerão então aptidões e será mais fácil seu aperfeiçoamento posterior. Se proporcionamos o estímulo fora do período sensitivo, para conseguir a mesma aprendizagem será necessário um estímulo mais forte e uma força de vontade maior, e é provável que nunca se chegue a ótimos resultados.
Se os pais produzem um estímulo coincidindo com o período sensitivo correspondente, estão potenciando a velocidade e a capacidade de aprendizagem nesse estímulo. Crescerão então aptidões e será mais fácil seu aperfeiçoamento posterior.
Se proporcionamos o estímulo fora do período sensitivo, para conseguir a mesma aprendizagem será necessário um estímulo mais forte e uma força de vontade maior, e é provável que nunca se chegue a ótimos resultados.
A VONTADE
Por melhores que sejam os estímulos e excelentes nossas aptidões, se não queremos aprender algo, não aprenderemos.
A comunicação entre pessoas em um clima de amor, confiança e alegria, favorece um maior desejo de querer fazer algo, e isto é válido independentemente da idade das pessoas.
Não devemos esquecer que na educação não existem regras fixas, cada caso é único. E as motivações humanas podem ser: extrínsecas, intrínsecas e transcendentes; sendo as virtudes o apoio natural da vontade no campo das motivações transcendentes.
COMO EDUCAR A VONTADE
A vontade é própria da pessoa, que tem a faculdade de tomar decisões, de comprometer-se, de responsabilizar-se. A decisão se apóia na inteligência e, quando busca o bem, torna a pessoa mais livre e responsável
A pessoa é livre e decide o que quer no campo ao qual conhece e através desses conhecimentos, os pais ajudam a educar a vontade de seus filhos. Assim, os primeiros estímulos oferecidos serão o exemplo de suas vidas e a seguir a transmissão dos conhecimentos necessários para ajudar seus filhos a serem livres e responsáveis em seu pleno sentido moral.
Os hábitos sendo a base das virtudes podem começar a serem vividos desde o nascimento. As crianças aprendem com o exemplo e a repetição de atos.
Outro aspecto importante a ser comentado é o diálogo com os filhos. A boa comunicação na família é fundamental para educar, necessita ser aprendida e praticada.
COMUNICAR BEM É UMA ARTE
Uma boa comunicação familiar permite que os pais conheçam melhor seus filhos dando-lhes condições para ajudá-los. Devem fazê-los refletir numa conversa aberta, perguntando e explicando-lhes as causas e problemas, fazendo com que eles mesmos procurem as próprias soluções e tomem decisões para que cresçam e ganhem responsabilidade.
É importante no processo educativo que os pais aceitem seus filhos e estes se sintam aceitos pelos seus pais. Isto supõe que: sintam-se queridos; tenham confiança; não tenham medo; facilidade para abrir-se; e mais união familiar. Uma atitude negativa é chamar nossos filhos de maus, mentirosos, vagabundos, etc., deste modo estamos ajudando-lhes a reforçarem em suas condutas algo negativo. Devemos aproveitar as coisas positivas em nossos filhos, também comentar com outras pessoas, quando eles estiverem ouvindo, o orgulho que temos por eles quando fazem algo bem feito, etc...
Uma das missões mais importantes dos pais é a transmissão dos valores éticos e morais a seus filhos; primeiro pelo exemplo, e a seguir pela explicação clara e concreta do que está bem e mal, para que deste modo possamos ajudar-lhes a formar uma reta consciência. Terão assim mais possibilidades de saber o que é bom e atuar de modo correspondente.FAZER O BEM E EVITAR O MAL
Se não forem os pais que transmitem valores aos filhos, outros o farão.
Mas a maioria simplesmente não tem as informações de que necessita
para saber como seus filhos estão crescendo e se desenvolvendo.”
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
PLANEJAMENTO ANUAL PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
O planejamento para a Educação de Jovens e Adultos, é um modelo não uma cópia.Por esse motivo peço aos professores que levem em consideração o tipo de aluno que é atendido em sua escola.O modelo que aqui está é uma planejamento que foi feito pela minha escola para atender os alunos dos 3 períodos da EJA ( antigo supletivo ).
Em hipótese nenhuma acredito que este palnejamento será usado na integra.É somente um suporte que estou dando aos professores.Estou deixando esse modelo pela dificuldade que encontrei quando fui para a EJA ( de 1ª a 4ª série antiga ) que procurei livros direcionados a esse público e nada encontrei, tive que elaborar meus próprios materiais.
Quando forem fazer seus planejamento levem em conta sempre a proposta pedagógica de sua escola.Espero que este planejamento ajudem na elaboração dos seus.Beijos a todos.
Professora Ailce Costa
Neste planejamento contei com a colaboração de minhas colegas que
também trabalham na Educação de Jovens e Adultos. Letícia e Mirna
que são ótimas colegas e amigas.
1 - Apresentação
Aqui serão apresentadas as formas como trabalhar com o EJA, levando em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões, raciocínio, seus sentimentos e emoções.
O planejamento será distribuído por área de conhecimento para melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento, não sendo necessário a separação.
LÍNGUA PORTUGUESA
2 - Objetivos Gerais
Ø Criar condições para que o aluno desenvolva sua competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo variado e adequado ao contexto, às diferentes situações sociais, interessando – se em ampliar seus recursos expressivos, seu domínio da língua padrão em suas modalidades oral e escrita.
Ø Fortalecer nos jovens e adultos a importância de saber ouvir o outro, desenvolvendo o respeito mútuo e desenvolver sua capacidade de interação.
3 - Objetivos Específicos
Ø Inserir o jovem e o adulto no contexto da sociedade, valorizando sua cultura e seu conhecimento.
Ø Alfabetizar priorizando o método fonético e incluindo outros métodos (letramento, global, silábico etc.)
Ø Trabalhar a expressão oral desenvolvendo habilidades para emitir opiniões, com clareza.
Ø Desenvolver capacidades mínimas de inserção na sociedade, eliminando discriminações e desenvolvendo capacidades de uso diário como:
Saber fazer uso de seus direitos e também conhecendo os seus deveres
Conhecer e distinguir e saber usar diferentes textos de uso cotidiano.
Trabalhar diversos tipos de textos, diferentes linguagens e diversos tipos de leitura.
Ø LEITURA E ESCRITA
Alfabeto maiúsculo e minúsculo
Emprego adequado de letras
Montagem de palavras, sentenças e textos.
Identificação de idéias básica do texto.
Sílabas, fonemas e grafemos.
Produção de textos.
Interpretação de texto
Comparação e diferenciação de escritas diversas.
Exploração de material escrito: nomes, rótulos, textos, propagandas etc
Identificar poesia,propaganda e textos.
Ø LINGUAGEM ORAL, VERBAL E NÃO – VERBAL.
Relato de histórias ouvidas, casos, poemas e reprodução oral de textos diversos (informativos, publicitários e poéticos)
Relato de filmes, reportagens e causos.
Mímica, dança e atividades lúdica.
Localização e identificação de rimas.
Leitura e análise de texto informativo e poético.
Verbalização de opiniões e comentários.
Ø GRAMÁTICA
Ortografia
Partição Silábica
Tonicidade
Ordem alfabética
Alfabeto móvel
Jogos: caça-palavras, adivinhações com letras e sílabas, ditado de sílabas ou
palavras etc.
Pesquisa de palavras, sílabas e gravuras. (jornais, revistas e rótulos)
Quadras e poesias.
Classes de palavras: substantivos, adjetivos, verbos, advérbios, artigos, numeral, pronomes ,etc.
METODOLOGIA
> Trabalhar o alfabeto móvel, letras de imprensa e manuscrita e acróstico.
O aluno deverá montar nomes que tenham significado para ele (o seu nome, o das pessoas da família, o dos colegas etc.)
O alfabeto móvel deverá estar sempre presente, para conscientização de letra e/ ou interiorização da escrita convencional.
Ø Leitura de diversos tipos de textos
A leitura de rótulos, propaganda, bulas, receita, contas de água e luz marcas de produtos para conscientização das letras.
Textos informativos, expositivos e prescritivos.
Ø Ortografia
Achar palavras dentro de outra
Ilustrar poemas e dramatiza – los.
Ensinar sílabas e palavras através de: adivinha, trava – línguas, rimas etc.
O trabalho com rimas facilitará a relação som-letra.
Ø Leitura silenciosa, em voz alta ou pelo professor.
Ø Debate conversa informal, desenvolvendo assim habilidades de comunicação.
Ø Palavras formadoras do esquema silábico (consoante + vogal)
Ø Distinção entre vogal e consoante.
Ø Identificação de versos e estrofes.
Ø Localização e identificação de rima.
Ø Atividades que envolvam classes de palavras
MATEMÁTICA
4 – Objetivos Gerais
Ø Dominar conceitos e procedimentos da matemática necessários a sua vida pessoal, social e profissional.
Ø Fazer uso da matemática em situações de seu cotidiano, em seu meio e nas suas necessidades.
5 – Objetivos Específicos
Ø Trabalhar a importância da matemática para solucionar problemas que envolvam somar, subtrair, multiplicar e dividir.
Ø Ler e registrar quantias.
Ø Realizar troco em situações reais, usando o processo aditivo, subtrativo e situações problemas; por escrito e oralmente.
Ø Efetuar operações cujos termos são quantias em dinheiro.
Ø Reconhecer o valor social das unidades de medidas padronizadas e utiliza – las adequadamente.
Ø Trabalhar números cardinais, ordinais e romanos; por extenso e algarismos.
Ø Trabalhar dezenas, centenas e unidades.
Ø Utilizar os números pares e ímpares; sabendo distingui – los.
Ø Promover cálculo mental e estimativo.
Ø Familiarizar com formas e propriedades geométricas simples.
Ø Agrupar quantidades conforme as regras do sistema de numeração decimal
Ø Estabelecer relações entre as operações.
Ø Ler, interpretar e escrever as unidades de medidas.
Ø Trabalhar conjuntos.
Ø Promover atividades que envolva o sistema monetário brasileiro.
METODOLOGIA
Ø Escrevendo os números em ordem crescente e decrescente.
Ø Utilização do número (aspecto funcional) em situações do cotidiano
Ø Resolução de problemas que envolvam as quatro operações
Ø Trabalhar com cálculos com o conhecimento que os alunos já possuem, favorecendo a troca de opiniões e sugestões dos alunos.
Ø Incentivar a criação de novos procedimentos pessoais de cálculo.
Ø Usar jogos, revistas, fichas, atividades etc; para a fixação das aprendizagens.
Ø Usar calendário para fixação de numerais, meses e ano.
Ø Usar dobraduras e outras artes para a aprendizagem da geometria.
Ø Utilizar o livro didático com suas atividades
Ø Exercícios no quadro e atividades mimeografadas.
Ø Utilizar fichas com numerais cardinais, ordinais e romanos; em números e
por extenso.
Ø Trabalhar com outras formas de fixação de atividades como: jogos com numerais, tabelas, quadro valor de lugar etc.
HISTÓRIA - GEOGRAFIA
6 – Objetivos Gerais
Ø Identificar as diferenças entre o Urbano e o Rural.
Ø Conhecer e distinguir a história e a geografia do município, do estado e do país.
Ø Construir conceitos de cidadania a partir da realidade local articulando política, cultura, questões social e meio ambiente.
Ø Conhecer a formação do povo brasileiro.
Ø Entender as leis, como: Leis trabalhistas, Constituição Federal, Estatuto do Idoso etc.
7 – Objetivos Específicos
Ø Conhecer a trajetória política brasileira desde a chegada dos portugueses até nossos dias
Ø Identificar os vários momentos pelos quais perpassa a história e a importância desses momentos ontem e hoje.
Ø Conhecer e identificar as características de lugar em que vivem.
Ø Conhecer a formação de um bairro como espaço geográfico e histórico.
Ø Compreender as leis que regem o país.
Ø Refletir e entender os problemas relativos ao trabalho individual e o coletivo.
Ø Preocupar – se com os problemas sociais e procurar melhora – los.
Ø Entender e saber utilizar os meios de comunicação necessários ao conhecimento e busca de informação,
Ø Conhecer e identificar o Brasil e suas regiões.
Ø Ter noções do relevo do Brasil, clima e vegetação.
METODOLOGIA
Ø Usar em sala de aula: mapas, Atlas e globo terrestre.
Ø Trabalhos com informação através de: revistas, jornais, informática e leis.
Ø Usar atividades mimeografadas e o livro didático
Ø Uso da biblioteca para pesquisa.
Ø Uso do quadro e caderno.
Ø Trabalhar com palestras e debates.
CIÊNCIAS
8 - Objetivos Gerais
Ø Conhecer o nosso sistema solar, o nosso planeta, os seres vivos, corpo humano, doenças provocadas por vírus, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis..
Ø Entender e preservar animais ameaçados de extinção, desnutrição, formas de energia, primeiros socorros, poluição no planeta, sistema reprodutor masculino e feminino, sistemas respiratório, circulatório, digestivo, glandular e nervoso.
9 – Objetivos Específicos
Ø Aprender sobre o nosso universo e o nosso planeta, tendo noções do movimento de translação e a força da gravidade.
Ø Compreender a importância da preservação da água do ar e solo, entendendo como forma de sobrevivência humana.
Ø Conhecer os animais vertebrados e invertebrados, partes da planta, a importância das plantas.
Ø Localizar no corpo humano os seus órgãos, o sistema muscular, sistema esquelético, os agentes causadores de doenças.
Ø Ter conhecimento de métodos contra conceptivo como: Tabelinha ou calendário, Temperatura, muco cervical ou esterilização.
Ø Aprender sobre preservativo masculino e feminino, diu, diafragma, espermicidas, pílula, pílula do dia seguinte e coito interrompido.
Ø Saber sobre Aids, formas de transmissão e como evitar.
Ø Conhecer as formas de energia, como cuidar do lixo, material reciclável.
Ø Aprender sobre a cadeia alimentar, animais ameaçados de extinção, seguranças no trabalho, primeiros socorros.
Ø Respeitar o corpo evitando drogas: como o hábito de beber e fumar, as doenças que causam as drogas..
Ø Trabalhar sobre a fecundação, genética, sistema digestivo e sistema nervoso.
METODOLOGIA
Ø Trabalhos em sala de aula com: vídeos, revistas, cartazes, debates, palestras e atividades com profissionais da saúde.
Ø Trabalhos com experimentos e pesquisa..
Ø Uso do caderno, livro didático e atividades mimeografadas.
ARTES
10 – Objetivo Geral
Ø Desenvolver a criatividade e o espírito de colaboração entre os alunos no desenvolvimento das atividades propostas.
11 – Objetivos Específicos
Ø Aprender a utilizar a criatividade no desenho, artesanato e pintura.
Ø Utilizar as datas comemorativas na aplicação com trabalhos artísticos.
Ø Conhecer as habilidades de cada aluno e utilizar essas habilidades.
METODOLOGIA
Ø Trabalhos em sala de aula ou fora dela, dependendo do assunto tratado.
Ø Trabalhos com desenhos,figuras,revistas,tinta,sucata etc.
Ø Utilizar outros meios dependendo das habilidades dos alunos.
AVALIAÇÃO
“Avaliar a aprendizagem implica avaliar também o ensino oferecido”
( PCN –p.94)
A avaliação de modo geral deve servir para duas finalidades básicas: apresentar aos alunos seus avanços, dificuldades no processo ensino-aprendizagem e fornecer subsídios que possibilitem ao professor analisar sua prática em sala de aula. Assim, o professor, além de observar em que medida e com que diversidade os objetivos foram alcançados, pode planejar e decidir se é preciso intervir ou modificar as atividades que vem propondo.
A avaliação, entendida como constitutiva da prática educativa, não pode estar ancorada em momentos específicos ou entendida como documento burocrático do rendimento dos alunos. Por isso, deve ser contínua, diagnóstica e dialógica. Contínua por que deve ocorrer em todo o processo ensino-aprendizagem; diagnóstica porque tem como finalidade, detectar dificuldades que possam gerar ajustes ou mudanças da prática educativa; dialógica, porque não se aplica apenas aos alunos, mas ao ensino que se oferece.
Por esse motivo a avaliação é um processo que envolve toda a escola, de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela comunidade escolar.
Assinar:
Postagens (Atom)










